Ofensas ao Presidente


compinchasCavaco Silva está a sofrer em fase terminal da síndroma de presidente de opereta, general sul-americano, monarca malaio-polinésio e filho de Putin.
Já o caso dos seus assessores é mais grave – parece evidente que se dedicam a práticas de onanismo institucional durante as horas de serviço no palácio de Belém.

Chamar “palhaço”, “escultor”, “cirurgião cardiovascular”, “merceeiro”, “empresário em nome individual” ou “fadista” a alguém, incluindo ao presidente da república, não é, obviamente, uma ofensa. É uma analogia laboral, um desabafo de inspiração técnico-profissional.

É um pouco como chamar a Cavaco Silva “coveiro” (uma profissão de enorme mérito e alguma profundidade conceptual, a não ser que se tenha enterrado a economia portuguesa). Ou como dizer que tem a credibilidade política de um “vendedor de carros em segunda mão” (actividade plena de relevância até no plano das exportações, por exemplo para os PALOP). Pessoalmente acho que Cavaco Silva tem ainda facetas de prestidigitador de autocarro, gourmet especializado em bolo rei, técnico de supervisão bancária incompetente e economista ridículo.

Se eu dissesse e escrevesse que, ao longo das últimas três décadas, foi “o mais temível líder de pandilha em Portugal”, que “traiu os interesses do país e enriqueceu de forma ilegal” isso sim, poderia configurar uma ofensa. Ou ser a mais pura das verdades e merecer uma investigação da PGR.

Por Miguel Szymansky

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