Se eu fosse o Salgado…


A história que se segue é pura ficção. Qualquer semelhança com pessoas, instituições, lugares ou acontecimentos é pura coincidência.

ricardosalgadoCom uma situação complicada no Grupo, devido à maturidade do endividamento das diversas empresas e holdings espalhadas pelo mundo, zangado com parte da família e titular de uns largos milhões, a apanhar o fresco dos off shores, logo disponíveis, e disponível para violar umas quantas Leis com o objectivo de retomar o controlo absoluto do Banco, teria feito o seguinte:

Antes da suspensão da transacção em Bolsa das acções do banco, ao final do dia, venderia o maior número possível de acções detidas a título pessoal. Isso acarretaria, naturalmente, uma vigorosa queda na cotação dos títulos e, provavelmente, levaria, como levou, à suspensão da transacção do papel ordenada pelo regulador para travar a especulação.

Como a suspensão não pode durar para sempre daria instruções a uma entidade do tipo, digamos, Goldman Sachs, também por vezes designada Goldman Sucks, para logo que as transacções de papel recomeçassem, adquirir a um preço inferior o maior número de acções possível, sem divulgar o nome do real comprador, mas assumindo que tomou uma posição accionista acima dos 2,5%. Mobilizaria para este negócio alguns milhões estacionados, estrategicamente, em off shores para potenciar os efeitos da acção. ricciardi

Entretanto, uma adequada gestão da libertação de informações para o mercado e da criação de “factos”, como o adiamento da Assembleia geral de accionistas, permitirá realizar várias acções do tipo short selling para vender hoje e recomprar amanhã muitas mais que as vendidas.

Deste modo ganharia um ascendente accionista pessoal sobre os restantes membros da família e poderia assumir o controlo indiscutível, pelo menos no que à Família, e a certos elementos desta em particular , diz respeito.

 

Ver também “Bilderberg: As minhas perguntas a Balsemão” e “O BES e os Jornalistas” e “São os maiores prejuízos de sempre em Portugal – e contêm revelações gravíssimas“, por Pedro Santos Guerreiro

Ou, em alternativa, em nome de quem está a Goldman Sachs a comprar acções do BES?

Anúncios

One thought on “Se eu fosse o Salgado…

  1. Pingback: São os maiores prejuízos de sempre em Portugal – e contêm revelações gravíssimas | ergo res sunt

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s