Quem pode confiar na fiscalização do sistema financeiro?


Best_Practices_Company_Arthur_AndersenCuriosa é a evidência clamorosa do que afirma a Prof. Estrela Serrano. De tal modo evidente que se regista à escala planetária, é publicada casuisticamente mas com regularidade e, aparentemente, produz zero consequências.
A KPMG não é virgem neste tipo de situações – ainda há bem pouco tempo foi “apanhada” numa prática semelhante noutro país. Mas, se analisarmos o histórico, a reputação das empresas de auditoria devia andar pelas ruas da amargura. Recordo aqui os inúmeros erros, omissões, ocultação de prejuízos e falsificação de contas a que aparecem frequentemente associados os nomes da PwC, E&Y, Deloitte e KPMG.
Aliás, a história dos factos que conduziu a que, as anteriormente conhecidas Big Five, sejam hoje designadas Big Four é eloquente. Para além da fusão da Price Waterhouse com a Coopers & Lybrand, o facto mais relevante foi a perda da licença de Auditoria pela Arthur Andersen, que era a n.º 1 do sector, devido ao seu envolvimento nas práticas criminosas que culminaram na falência da Enron, um gigante da Energia sedeado no Texas.
Com este curriculum, digo cadastro, persistir no mesmo erro não é estupidez nem incompetência. É tráfico de influências, corrupção e ideologia.

VAI E VEM

A falta de transparência que tem marcado todo o processo BES/GES, sobretudo da parte do Banco de Portugal (BdP), apoiado nessa política de silêncio pelo primeiro ministro e pela ministra das Finanças, é a todos os títulos inaceitável.  E é-o tanto mais quanto ser certo, como se provou até aqui, que as instituições a quem cabe fiscalizar o sistema financeiro -o Banco de Portugal, a CMVM e os auditores internos e externos  – sem excluir  os media a quem cabe o escrutínio dos poderes, se têm mostrado incapazes de prevenir e desocultar a situação do Grupo e do Banco Espírito Santo que arrastou já uma das maiores e mais cotadas  empresas portuguesas – a Portugal Telecom (PT).

Como escrevi aqui, não faz qualquer sentido que o BdP anuncie auditorias forenses a instituições financeiras sem dizer quais são essas instituições e deixe que sejam os jornalistas a iniciarem a “caça

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One thought on “Quem pode confiar na fiscalização do sistema financeiro?

  1. Gostaria de poder partilhar o que sei sobre a maldita Banca , que ando a denunciar ha mais de 30 anos . Sempre disse que a Banca é o maior an- tro de corrupção , pior que os escabrosos negócios das armas e drogas . Fui uma grande vítima da Banca , que me colocou arbitrária e pesecutoria- mente , na MISÉRIA .

    Devia haver um movimento livre e isento para denunciar estes casos para os levar a julgamento .

    Lembro que na Banca não são só os banqueiros que são culpados .

    Os empregados bancários , sobretudo , os relacionados com os emprés- timos , também cometeram muitas golpadas , quiçá tantas ou mais que os banqueiros . os banqueiros . os levar a julgamento .h

    No dia 18 de Agosto de 2014 às 21:54, ergo res sunt escreveu:

    > João de Sousa posted: “Curiosa é a evidência clamorosa do que afirma a > Prof. Estrela Serrano. De tal modo evidente que se regista à escala > planetária, é publicada casuisticamente mas com regularidade e, > aparentemente, produz zero consequências. A KPMG não é virgem neste tipo > de”

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