Quem é amigo, quem é?


expresso.sapo.pt

expresso.sapo.pt

Diz, ufana, a Ministra das Finanças aos jotas: “Os cofres estão cheios”! E pensei eu: “É pá, não é que os cofres estão como as urgências dos hospitais?”

Provavelmente também não têm médicos, nem enfermeiros, nem camas, nem macas e por aí fora.

Mas a Ministra esclareceu-nos logo a seguir: “para um país com uma população envelhecida como o nosso a maior ameaça são os idosos, por causa das reformas e das comparticipações na saúde”.

Aí percebi que os cofres estavam cheios mas não lhes faltava nada. O problema são os idosos, os pobres só, que convém eliminar o mais depressa possível para que os cofres assim se mantenham.

Retomando um problema do Tarantino, em Natural Born Killers: a uma pessoa que pensa matar a esta escala deverá chamar-se “serial killer” ou “mass murder”?

Anúncios

Admissão de culpa


 

Tenho consciência, não estou esquecido, conheço a Lei, fui notificado várias vezes. Infelizmente, devido à política seguida pelo Governo nos últimos 4 anos, não tenho é dinheiro!

Espero que esta seja justificação suficiente para eventuais incumprimentos ou “moras” em que esteja a incorrer.

Espero ainda que a confissão de não ser um cidadão perfeito, a par da incomensurável humildade subjacente a este “despojar-me das vestes e arrancar os cabelos”, constituam atenuantes que bastem para me absolver de todas e quaisquer penalidades e/ou efeitos jurídico-políticos dos meus actos e/ou omissões.

Carta aberta a Wolfgang Schäuble, ministro das finanças alemão


De Miguel Szymanski
Schaeuble_2_1
“Carta aberta em que o nosso autor explica, por que é que recusou um convite para uma conversa à lareira em Berlim com Wolfgang Schäuble” (in: TAZ, Berlim, 19.02.2015)
Excelentíssimo Senhor dr. Schäuble,
por favor desculpe a minha ausência amanhã na Fundação Bertelsmann que me convidou para uma “conversa à lareira” em Berlim consigo e com a sua ministra das Finanças para Portugal.
Acabei, no último momento, por decidir não ir Berlim. Desejo que a “conversa à lareira”, ou “armchair discussion” como diz o convite da Fundação Bertelsmann, seja simpática e tranquila. Isso não aconteceria se eu estivesse presente.
Sabe, por causa da sua política, que a sua ministra das Finanças em Lisboa tem seguido à risca, tive de sair do meu país há 18 meses. Todos os dias sinto saudades da família dos amigos. Além de mim, mais 400 000 pessoas tiveram que sair de Portugal nos últimos quatro anos para fugir à pobreza e miséria.
A sua ministra das Finanças anunciou esta semana que vai reembolsar antecipadamente 14 mil milhões de euros da dívida pública portuguesa. Esse será um dos grandes temas do serão junto à lareira amanhã.
O senhor e a sua ministra irão mostrar-se orgulhosos. Terão assim mostrado aos gregos como é que se governa, como é que se governa contra a vontade e o bem estar das pessoas, só porque o entendimento que o senhor tem da economia assim o dita. Mesmo quando a decência e o intelecto lhe dizem, de todos os lados, que a verdade que defende é míope.
Nestas circunstâncias nada há, que eu lhe possa dizer, que o senhor não saiba já.
Nada sobre a pobreza a que o meu país foi condenado. Nada sobre idosos indefesos ou jovens sem futuro.
As suas manobras, senhor dr. Schäuble, são ilusões. O senhor sabe isso. Ilusões que todos os dias custam vidas de pessoas e pelas quais muitas crianças no meu país comem menos do que deviam. Em parte são ilusões, em parte manipulações estatísticas, como os números do desemprego ou das exportações.
Com esses 14 mil milhões de “pagamento antecipado” da dívida, anunciado pela sua melhor aluna, com essa riqueza espremida do país, Portugal poderia ter pago a todas as pessoas que tiveram de emigrar desde 2011 o ordenado mínimo nacional durante mais de seis anos.
Mas a sua ministra das Finanças seguiu as suas indicações e vendeu quase meio milhão de pessoas por um valor irrisório. Muitas dessas pessoas estão agora a trabalhar aqui, a enriquecer a Alemanha. No meu país morrem pessoas por causa da sua política. Não teria sido um serão agradável, senhor dr. Schäuble.
Com os melhores cumprimentos,
Miguel Szymanski
Jornalista emigrado para a Alemanha em 2013
 Link para o Jornal TAZ (alemão) onde foi publicada originalmente esta Carta Aberta

A “infelicidade” do Marques Guedes


marquesguedes

Exemplo quadrado

O Marques Guedes, filho, considera “infelizes” as declarações do Presidente da Comissão Europeia, Juncker, afirmando que a dignidade dos Portugueses nunca esteve em causa.

Não, não se trata de miopia. É apenas um caso linear de estupidez congénita. No caso dele, hereditária. Já o pai da criatura, que foi meu professor na FDL, atribuía a origem do bipartidarismo do sistema político britânico ao facto de a sala onde se reúnem os membros do parlamento ser quadrada.

Já estamos todos a ver que a relação entre a geometria, mormente a figura geométrica “quadrado”, e o processo de raciocínio deste ADN, não é apenas um incidente ocasional. É quadrado mesmo, o homem!

Cavaco e os empréstimos


cavacoCavaco fez questão de sublinhar que Portugal emprestou 1.100 milhões de euros aos “gregos”. Pena é que se tenha esquecido de referir que os portugueses “emprestaram” 7 mil milhões de euros (a fundo perdido) aos seus amigos do BPN, sendo que destes, 200 mil euros foram directamente para o seu bolso sob a forma de remuneração “leonina” pela venda das acções, suas e da filha, de que era titular no referido banco.

 

Portanto, se a um único português os portugueses tiveram de “emprestadar” 200 mil euros, emprestar 1.100 milhões de euros a todos os gregos parece-me um bom negócio.

São os maiores prejuízos de sempre em Portugal – e contêm revelações gravíssimas


Parece que o Seguro entendeu mal o que lhe disse o Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, ou será que o Governador mentiu?
O Seguro saiu da reunião a dizer que estava agora muito mais descansado. Eu também. 3.600 milhões de vezes mais descansado. Afinal era como eu escrevi.

Vídeo onde Pedro Santos Guerreiro explica a dimensão do desfalque e fala sobre os efeitos deste.

 

Ver também “Se eu fosse o Salgado...” e “O BES e os Jornalistas

Dedicado aos políticos que dirigem a Europa


Vamos continuar a fazer crescer a lista…

Todos os contributos serão apreciados!

Mais Alguns…

anhuca

cabresto, caganeiroso, chibarrão

galego, gimbras ou gimbrinhas

jagunço, janota, jarreta, jerico, jardas, jacobino

matacão

pandulas, peideiro, pestilento, picolho, pila murcha

rafeiro, rei das alcagoitas

varrasco

zé côdeas

lista integral dos insultos pode ser consultada aqui