Sem olhos em Gaza


260px-Gaza_Strip_map2.svgUma posição clara

Para mim sempre foi fácil saber de que lado estava o jornalismo: do lado oposto ao Poder. Como disse Léo Ferré no Anfiteatro 1 da Faculdade de Letras de Lisboa: “Quand il s’agit du pouvoir il n’y as ni gauche ni droite. Il y a seulement de la merde.”

É deste lado que o quarto poder, para o ser de facto, deverá estar sempre. Qualquer que seja o poder. É essa a essência de “checks and balances” que sustenta a democracia.

Não posso, por isso, deixar de aqui reprovar, veementemente, a linguagem, a edição, e a imagem que, de um modo geral, os OCS têm deixado passar do conflito Israelo-Palestiniano.

Não há qualquer equívoco sobre o genocídio em curso de um povo, uma nação, espoliada, cercada, sequestrada, massacrada e, regularmente chacinada, por um grupo de loucos, apoiados pela cumplicidade activa do silêncio das Instituições internacionais, dos OCS de todo o mundo, e, pior que tudo o resto, com “as costas quentes” pelas indústrias da Guerra e do Petróleo dos Estados Unidos.

Se isto é o Séc. XXI eu quero voltar ao tempo do Gengis Khan que dizia: “Eu sou um castigo de Deus. E se você não tivesse cometido grandes pecados, Deus não teria enviado um castigo como eu.”

Shame on us!

Israel, Palestina e ONU


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Diz o pivot da SIC notícias que “as nações unidas desconfiam que Israel cometeu crimes de guerra em Gaza”.

Por um lado é estranho. Eu nunca desconfiei de nada. Quando vi os Tanques Israelitas até pensei: “olha, mais uma acção do Banco Alimentar contra a Fome que vai levar pão e alimentos às crianças da nação sequestrada. Os carros com lagartas devem ser por causa do terreno, assim têm mais tracção. E o canhão à frente deve ser para pendurarem os sacos das compras”.

Agora começo a perceber que aquilo que caía do céu eram bombas e não “rosas, meu senhor”. Ainda bem que existe a ONU para esclarecer estes mal-entendidos.

Segundo parece vão abrir inquéritos aos alegados crimes. E Israel vai ser severamente punido, ficando sem sobremesa durante uma semana.