Quadra inédita do Ricardo Salgado (a mote alheio)


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"Ó dívida que vais tão alta,
Que até me deixas manco.
Ó Passos, passa-me a escada,
Q'eu não chego lá c'o Banco!"

Devido ao exacerbado consumo de queijo da Serra fui acometido de um olvido selectivo que me impede de recordar o nome do autor, mesmo considerando que está escrito no título.

São os maiores prejuízos de sempre em Portugal – e contêm revelações gravíssimas


Parece que o Seguro entendeu mal o que lhe disse o Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, ou será que o Governador mentiu?
O Seguro saiu da reunião a dizer que estava agora muito mais descansado. Eu também. 3.600 milhões de vezes mais descansado. Afinal era como eu escrevi.

Vídeo onde Pedro Santos Guerreiro explica a dimensão do desfalque e fala sobre os efeitos deste.

 

Ver também “Se eu fosse o Salgado...” e “O BES e os Jornalistas

Se eu fosse o Salgado…


A história que se segue é pura ficção. Qualquer semelhança com pessoas, instituições, lugares ou acontecimentos é pura coincidência.

ricardosalgadoCom uma situação complicada no Grupo, devido à maturidade do endividamento das diversas empresas e holdings espalhadas pelo mundo, zangado com parte da família e titular de uns largos milhões, a apanhar o fresco dos off shores, logo disponíveis, e disponível para violar umas quantas Leis com o objectivo de retomar o controlo absoluto do Banco, teria feito o seguinte:

Antes da suspensão da transacção em Bolsa das acções do banco, ao final do dia, venderia o maior número possível de acções detidas a título pessoal. Isso acarretaria, naturalmente, uma vigorosa queda na cotação dos títulos e, provavelmente, levaria, como levou, à suspensão da transacção do papel ordenada pelo regulador para travar a especulação.

Como a suspensão não pode durar para sempre daria instruções a uma entidade do tipo, digamos, Goldman Sachs, também por vezes designada Goldman Sucks, para logo que as transacções de papel recomeçassem, adquirir a um preço inferior o maior número de acções possível, sem divulgar o nome do real comprador, mas assumindo que tomou uma posição accionista acima dos 2,5%. Mobilizaria para este negócio alguns milhões estacionados, estrategicamente, em off shores para potenciar os efeitos da acção. ricciardi

Entretanto, uma adequada gestão da libertação de informações para o mercado e da criação de “factos”, como o adiamento da Assembleia geral de accionistas, permitirá realizar várias acções do tipo short selling para vender hoje e recomprar amanhã muitas mais que as vendidas.

Deste modo ganharia um ascendente accionista pessoal sobre os restantes membros da família e poderia assumir o controlo indiscutível, pelo menos no que à Família, e a certos elementos desta em particular , diz respeito.

 

Ver também “Bilderberg: As minhas perguntas a Balsemão” e “O BES e os Jornalistas” e “São os maiores prejuízos de sempre em Portugal – e contêm revelações gravíssimas“, por Pedro Santos Guerreiro

Ou, em alternativa, em nome de quem está a Goldman Sachs a comprar acções do BES?