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cavaco-lavouraNão, não me refiro à cidade da Horta, na Ilha do Faial, mas sim à recém-descoberta vocação de Cavaco, serôdia para usar o jargão do sector, que vem dar continuidade à explicação de Gaspar para a falta de Investimento no 1º trimestre.

A pasta da Agricultura nunca esteve tão largamente representada no Governo: desde o Paulinho das Feiras, esse lavrador frustrado, passando pela Cristas, que “vestiu a camisola” da pasta com tal convicção que escolheu o período da floração para dar à luz, até, sabe-se agora, ao próprio porta-voz do Governo, Cavaco Silva.

Os Primeiros Sinais

sorriso-vacas

Os mais atentos decerto não deixaram escapar os sinais que há algum tempo deixavam antever esta paixão de Cavaco, tão secreta quanto reprimida, pelos assuntos da Lavoura. Quem não se recorda daquele momento bucólico, prenhe de poesia e de saber campestre, em que Cavaco, na Ilha Graciosa, Açores, fazia para nós, míseros profanos citadinos, a exegese do sorriso das vacas, descodificando esse momento de puro hedonismo vacum que ocorre após as refeições.

Ou aqueloutro, ainda na mesma circunstância, em que trocava impressões, com um seu colega Lavrador, sobre a poda das Anonas, alardeando com prodigalidade a enorme extensão da sua ignorância acerca deste tema; algumas más línguas até se apressaram logo a tirar conclusões precipitadas, afirmando que Cavaco não sabia nada da poda.

A Chuva, a Horta e a Divino’s Connection

As ligações são múltiplas e já vêm de há muito: desde logo, recorde-se, a história começa nos Açores, região que se notabilizou, entre outras, pelas celebrações do Espírito Santo, uma das suas principais exportações in illo tempore. Festejadas com banquetes colectivos, com distribuição de comida e esmolas, eram designadas pela esclarecedora e Jonetiana expressão de “Bodo aos Pobres“.

Mas, as manifestações do Divino não se cingem à referência supra; pelo contrário: a “mão invisível” de que falava Adam Smith em “A riqueza das nações“, afinal não é a dos mercados mas sim a da Nossa Sra. de Fátima, como prontamente revelou Cavaco ao atribuir a esta última a conclusão da 7ª avaliação da Troika.

chuvaA influência da chuva, e da sua distribuição ao longo do ano, no Investimento é conhecida desde tempos imemoriais, assim designados por deles não haver memória, e já vem referida na Bíblia:

“As chuvas temporã e serôdia, são usadas na Bíblia como um termo simbólico do derramamento do Espírito Santo. Esses termos estão relacionados com a estação das chuvas anuais da Palestina. A chuva Temporã caía durante o outono no tempo de semear a terra garantindo assim, a colheita do inverno. Sem essa chuva a semente não germinava, por isso, essa chuva era necessária para fazer brotar a semente. A chuva serôdia caía durante as primeiras semanas da primavera antes da colheita, ela era necessária para fazer com que a plantação amadurecesse para a colheita.

Simbolicamente, a chuva Temporã significa o derramamento do Espírito Santo que aconteceu no início da igreja primitiva (Atos, capítulo 2). Essa manifestação do Espírito Santo, veio para germinar a semente do evangelho que estava sendo semeada. A chuva Serôdia representa o derramamento do Espírito Santo que se manifestará nos últimos dias da história deste mundo e irá preparar a terra para a colheita que Cristo realizará na sua 2ª vinda.. Cremos que a chuva serôdia é um acontecimento futuro. No entanto é possível que individualmente recebamos “respingos” dessa chuva. A chuva temporã capacitou os apóstolos para realizar a sua obra prodigiosa.” (Fonte: Blog Sétimo Dia)

Dito isto, alguém ainda tem dúvidas da intrínseca lógica orientadora que subjaz a, e relaciona intimamente entre si, tudo isto?

A saga da Horta começa aqui

Neste primeiro artigo tem links para todas os posts relacionados, incluindo vídeo da Comissão Parlamentar e PDF descarregável do Borda d’Água

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