Informação da maior importância: a quem interessar


Conheço-alguns-perfeitos-idiotasCom muita humildade venho por este meio dar conhecimento a todos os meus credores – pretéritos, presentes e futuros -, independentemente da sua natureza – privada ou pública -, ou da natureza do crédito – venal, afectivo, lúdico ou outros -, ser muito possível, e até mesmo provável, que não venha a honrar as minhas obrigações ou a fazê-lo fora do prazo e apenas parcialmente, sempre com grande humildade, enfatizo, inerente a tal incumprimento ou procrastinação, com fundamento em qualquer das razões a seguir elencadas, isolada ou cumulativamente:

1 – Desconhecer a obrigação;

2 – Esquecer-me da dívida;

3 – Escassez de recursos, financeiros ou emocionais;

4 – Receio de que o cumprimento atempado possa ser interpretado como uma forma de induzir na comunidade a ideia de que sou cumpridor.

Ok?

Depois não digam que não foram avisados.

Sempre que não for da minha conveniência revelar a proveniência da “receita” poderei apresentar as mais variadas desculpas ou fazer de contas que não ouvi a pergunta.

Não é que eu seja caloteiro, nada disso. Sou apenas distraído, às vezes, outras pobre.

Não, não sou um cidadão perfeito (excepto, talvez, para a minha mãezinha). Mas, apenas com este fundamento, não aceito penhoras, de rendimentos ou de quaisquer bens, móveis ou imóveis. Nem mereço ser punido com coimas, juros, coimas de juros e/ou juros de coimas. Um cidadão imperfeito, desde que humilde, está acima destas coisas comezinhas reservadas aos piegas.

E mais não digo,

João de Sousa

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Dedicado aos políticos que dirigem a Europa


Vamos continuar a fazer crescer a lista…

Todos os contributos serão apreciados!

Mais Alguns…

anhuca

cabresto, caganeiroso, chibarrão

galego, gimbras ou gimbrinhas

jagunço, janota, jarreta, jerico, jardas, jacobino

matacão

pandulas, peideiro, pestilento, picolho, pila murcha

rafeiro, rei das alcagoitas

varrasco

zé côdeas

lista integral dos insultos pode ser consultada aqui

Rui “Manchete”?


rmachete3Proponho que se convencione desde já uma pequena alteração do nome do Dr. Rui Machete para Dr. Rui Manchete pelo lugar de relevo que vai certamente ocupar nas capas dos jornais durante os próximos meses a propósito dos inúmeros “rabos de palha” e “esqueletos no armário” que vão aparecer.

O Império de Rui Machete


rmachete3Foi uma das revelações com mais impacto no espólio de 800 telegramas da embaixada norte-americana em Lisboa revelados há dois anos pelo Expresso e que fazem parte do acervo de uma das maiores fugas de informação protagonizadas pelo Wikileaks.

Num relatório enviado a 15 de Dezembro de 2008 para o Departamento de Estado em Washington pelo então embaixador dos EUA em Portugal, Thomas Stephenson, Rui Machete era arrasado pela forma como geriu ao longo de duas décadas a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), visto como “suspeito de atribuir bolsas para pagar favores políticos e manter a sua sinecura”.
O embaixador norte-americano, nesse telegrama, argumentava que “chegou a hora de decapitar Machete” com base, entre outras coisas, no facto de a fundação “continuar a gastar 46% do seu orçamento de funcionamento nos seus gabinetes luxuosos decorados com peças de arte, pessoal supérfluo, uma frota de BMW com motorista e ‘custos administrativos e de pessoal’ que incluem por vezes despesas de representação em roupas, empréstimos a baixos juros para os trabalhadores e honorários para o pessoal que participa nos próprios programas da FLAD”.
Rui Manuel Parente Chancerelle de Machete, de 73 anos, tornou-se administrador da FLAD em 1985, logo quando a fundação foi criada com dinheiro dos EUA no âmbito do acordo das Lajes, tornando-se seu presidente em 1988. Foi substituído no cargo por Maria de Lurdes Rodrigues em 2010.
Apesar de ter sido presidente durante vários anos do Conselho Superior da SLN, a sociedade que foi proprietária do BPN, o banco nacionalizado pelo Estado em 2008 e que envolve um custo de mais de quatro mil milhões de euros para os contribuintes, esse facto não consta do seu currículo oficial.
Machete também foi, entre muitos outros cargos, presidente do Conselho Fiscal do Taguspark, sociedade que se viu envolvida num processo-crime a propósito de um contrato publicitário com o ex-futebolista Luís Figo e de ligações consideradas suspeitas à campanha para a reeleição do então ex-primeiro ministro socialista José Sócrates, em 2009.

(fonte: Wikileaks Portugal)

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“Bilderberg: As minhas perguntas a Balsemão e a sua resposta”


balsemaoDo Blogue Perguntas InOfensivas

Por Marisa Moura

“Ontem enviei perguntas, por e-mail, a Francisco Pinto Balsemão, presidente do grupo Impresa (canais televisivos SIC, semanário Expresso, revistas Visão, Exame, Caras, etc.), fundador do Partido PPD – Popular Democrático (actual PSD – Partido Social Democrata), ex primeiro-ministro de Portugal, e um membro da comissão de direcção das reuniões Bilderberg, encabeçada pelo presidente do grupo financeiro dos seguros Axa e cujo chairman é o quase centenário David Rockefeller.

Copio abaixo o e-mail que enviei a Balsemão e a nota sobre a resposta que recebi:

Dr.  Balsemão,

Sou freelancer desde que saí do Grupo Impresa em 2010 e é nessa qualidade que lhe dirijo as questões que seguem abaixo, sobre a crise política do momento, o grupo Impresa e o clube de Bilderberg, às quais agradeço que responda logo que lhe seja possível, nas próximas semanas.

Antes, ainda uma obrigatória palavra sobre a minha saída do grupo Impresa. Demiti-me por razões que creio serem do seu conhecimento. Lamento ter saído por tais razões, lamento a forma como tive de sair e lamento ter-me visto obrigada a tornar pública a situação, bem como lamento a forma pela qual a tornei pública. Pauto-me exclusivamente pelos mais nobres valores de cidadania e ética profissional, pelo que a esses, e apenas esses, jurei lealdade. É sob esse mesmo compromisso que, por mais insólito que pareça, lhe dirijo hoje estas questões. Espero que compreenda e reaja em conformidade com essa compreensão enviando de volta respostas.

Com os meus sinceros cumprimentos e agradecimentos, aqui seguem então.

As questões:

1 – Duas semanas após a reunião do clube de Bilderberg de Junho, em que o Dr. Balsemão levou Paulo Portas (CDS-PP, no governo) e António José Seguro (PS), a revista Exame entrevistou Paulo Portas, que é a capa neste momento em banca. Duas semanas após a entrevista Paulo Portas demite-se do governo e desencadeia eleições antecipadas nas quais Portas e Seguro são precisamente os melhor posicionados para ganhar. Quando Durão Barroso esteve consigo na reunião de 2003 o governo, por outras razões, também mudou. A revista Exame não costuma fazer capa com políticos, mas recentemente já fez duas. Compreende-se que seja a nova linha editorial resultante da nova direcção, mas ambas as capas são com membros centristas do governo (Assunção Cristas, primeiro, Portas agora). Destes factos se infere que neste momento a revista Exame (grupo Impresa) está a fazer campanha por Paulo Portas para as legislativas.

A pergunta é: Que garantias dá aos leitores da Exame, e audiências dos demais órgãos do grupo Impresa, de que esta inferência estará incorrecta? Que garantias dá aos cidadãos portugueses de que os conteúdos que consomem, veiculados pelas revistas Exame e Visão, pelo jornal Expresso e pelos canais da SIC, cumprem estritamente os deveres constitucionais de Informar desta Democracia?

2 – Por que razão inscreve a sua “filiação” no clube de Bilderberg no seu curriculum quando grande parte dos membros nega integrá-lo? Recordo-me, por exemplo, que optou por inscrever essa filiação na pequena bio que o descrevia como orador numa das conferências anuais Portugal em Exame…

3 – Tal como a Maçonaria, o clube de Bilderberg é conotado com secretas conspirações maliciosas ao bem-estar das sociedades, ou no mínimo, poderosas redes de nepotismo. No caso da Maçonaria, em Portugal, têm surgido maçons, como António ArnautJoão Cravinho, a defenderem a transparência relativamente aos seus membros, nomeadamente aos que exerçam cargos públicos. Defende semelhante linha de transparência para o clube de Bilderberg?

4 – Que motivações o levaram a juntar-se ao clube de Bilderberg? Do contributo do Clube para a consolidação da Democracia em Portugal que decisão/decisões destacaria? Porquê?

Mais uma vez agradeço a atenção e compreensão.

Sinceros cumprimentos,

Marisa

***

 Resposta:

A resposta a estas questões veio por telefone na mesma tarde através da secretária de Francisco Pinto Balsemão. O diálogo foi algo assim:

– O doutor diz que tudo o que tinha a dizer sobre esse assunto já disse no programa “Quem Diria”.

Mas há uma pergunta muito concreta sobre o grupo Impresa, por exemplo.

– Ele viu as perguntas. Tudo o que tinha a dizer já disse no programa.

Ok. Ele lá sabe dos seus direitos e deveres…

“Quem Diria” é um programa mensal do canal SIC Notícias (grupo Impresa) que junta duas personalidades à conversa sobre a actualidade e as suas vidas mais pessoais. O último, com Balsemão e a actriz Simone de Oliveira, foi para o ar dia 29 de Junho. Pode ver-se aqui o spot de auto-promoção, mas o programa em si não está disponível no site da SIC Notícias onde constam anteriores edições. Não vi o programa, não sei quem tenha visto e não tenho maneira de ver, pelo que, neste momento, não sei o que Francisco Balsemão disse nesta sua aparição após a reunião Bilderberg do início de Junho.

Facto: Balsemão acaba de ser chamado a garantir aos cidadãos de que é idónea a informação veiculada nos meios do seu grupo de media mas optou pelo silêncio.

***

Notas: bilderberg

1 – Enviei estas perguntas ontem antes de saber que nesse mesmo dia a revista Visão (grupo Impresa) publicou online um artigo que legitima ainda mais a tal inferência de que Balsemão está mandatado, ou auto-mandatado, para, através do seu grupo de media, derrubar o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, ou, pelo menos, enfraquecer a ala social-democrata da actual coligação governativa.

2 – Muitas outras questões haveria a fazer, mas limitei-me às questões mais centradas no momento pois sei que, quantas mais perguntas, menores probabilidades de obter qualquer resposta.

3 – Na pergunta 2, quando refiro que «grande parte dos membros nega integrá-lo», não me refiro em especial às ditas “reuniões Bilderberg” das quais existe um site oficial onde se listam os 35 membros da actual comissão de direcção e anteriores. Referia-me a todos os envolvidos nestas reuniões e paralelamente a elas. Mas confesso: precipitei-me. O site de Bilderberg tem também a lista da ordem de trabalhos das três últimas reuniões e no botão ao lado estão listados os participantes em cada reunião, residentes e convidados como o ministro Paulo Portas e o líder da oposição António José Seguro nesta 61.ª edição. Só percebi isso agora quando entrei na zona da agenda para copiar o link a inserir aqui. Todavia a questão mantém pertinência na medida em que se refere à transparência do Clube.

3.1. – No site Bilderberg afirma-se: «Graças à natureza privada da conferência, os participantes não são limitados  por convenções ou posições pré-acordadas. Assim podem focar-se em escutar, reflectir e reunir pontos de vista. Não há agenda detalhada, não se propõem resoluções, não há votações, e não são publicadas directrizes políticas». Ou seja: o Bilderberg funciona sob uma espécie de regra Chatham House (como aquela que o governo quis introduzir no debate sobre a Reforma do Estado – aberto à sociedade civil mas onde os jornalistas não podiam gravar nem sequer citar alguém sem autorização prévia), mas, no caso de Bilderberg, em versão exacerbada e ilícita. Ilícita na medida em que são por demais evidentes os sinais de que ali, realmente, se elegem os governos de cada Democracia.

3.2. – Se no clube de Bilderberg se alinham rumos que impactam as vidas dos cidadãos, essas reuniões têm o dever de prestar contas e a Imprensa tem o direito e dever de aceder ao conteúdo de tais “plenários”. Nas democracias, a gestão da polis faz-se nos Parlamentos. Se a política passou a ser feita (ou sempre foi, aliás) nos “parlamentos” de Bilderberg e da Maçonaria, sem qualquer cavaco prestado a ninguém, então, na verdade, os Parlamentos são mero engodo para iludir a existência de democracias.

3.3. – Estas sociedades “secretas” estão a funcionar tal e qual como funcionaram os produtos financeiros tóxicos que desencadearam em  actual crise europeia,a partir do subprime norte-americano em 2007. Esses rolaram de forma tão desregulada que provocam os danos que agora se vê. Isto com os líderes da finança sempre a afirmarem que o sector financeiro «é o mais regulamentado de todos».

3.4. – Bilderberg, Maçonaria e demais “secretas” têm de ser regulamentadas. Nos Parlamentos “oficiais”, aprovam-se boas e más leis. Há bons e maus deputados. Mas o que ali se passa, para o bem ou para o mal, é escrutável. Para já, é urgente tornar obrigatório o escrutínio público de Bilderberg e Maçonaria. Já! 

4 – Se tentar abrir os links de cada zona do site Bilderberg e der erro (como é habitual), entre pela página inicial que abre sempre.

5 – Dirigi-me a Francisco Pinto Balsemão como “Dr.” a título muito excepcional, pois, discordando com a cultura de “doutores e engenheiros” dominante em Portugal, reservo o uso a situações muitíssimo excepcionais como esta em que achei que seria melhor não criar anticorpos logo na primeira linha, pois estava em causa um interesse colectivo ainda mais importante do que a perversão por detrás da tal cultura dos títulos (ou, pelo menos, de interesse equiparável, e interligado). No grupo Impresa a esmagadora maioria diz sempre “doutor Balsemão” mesmo em diálogos super-informais longe da pessoa ou de qualquer dos seus mais próximos colaboradores. E optei também pelo “Dr. Balsemão” porque para usar o nome completo, como costumo usar, teria de o anteceder com um “Caro” ou “Estimado” ou “Exm.º” e não me senti com suficiente estima pelo interlocutor para tal cumprimento.

6 – Enviei também ontem perguntas a João Vieira Pereira, director da revista Exame e director-adjunto do semanário Expresso. Perguntei que critérios jornalísticos exactamente justificaram a entrevista ao ministro (embora eles estejam bem defendidos pois Portas é o ministro dos negócios estrangeiros e a Exame é uma revista se negócios). Solicitei  garantias de que estará incorrecta a inferência sobre a relação entre a entrevista a Portas (capa da Exame agora na banca) e a sua presença, com Balsemão, dias antes na reunião de Bilderberg. Solicitei também garantias aos leitores da Exame de que é idónea a informação que ali se publica. Fixei como deadline duas semanas. Uma coisa reconheço: Não tivesse eu trabalhado na Exame e no Expresso e ter-me demitido por “conspirações” do género, e aquela capa não me teria chamado minimamente a atenção.  Pelo que compreendo quem eventualmente vislumbrar laivos de “delírio” nesta minha “tese”.

***

Alguns links sobre este assunto:

»» “Paulo Portas e António José Seguro estiveram no clube de Bilderberg” – SIC Notícias, 09/06/2013
»» “As Soberânias Nacionais Estão Mortas” – Entrevista, em Inglaterra, ao ex-apresentador da BBC e estudioso de Bilderberg, David Icke, na última reunião, pelo português Basílio Martins – jornal O Diabo, 03/07/2013 [com exemplo do Tratado de Lisboa, o tal em que Sócrates soltou o célebre «Porreiro, pá!» Não embarcasse David Icke em certos ambientes freaks ligados à espiritualidade, pondo-se a jeito para ser descredibilizado, e ninguém teria razões para acusá-lo de “desequilibrado” pois factos é coisa que não falta nesta evidência “conspirativa” de que os Parlamentos são mero inglês-ver].
»» Será também isto do marido da ministra mais uma coincidência Balsemão/Bilderberg? [ver blogue]
»» Por que será que algo me diz que o Portas preparou isto há umas semanitas? [ver blogue]”

Nota de João de Sousa

Super-Espião tuíta e desencadeia avalanche de page views

Publiquei este trabalho da Marisa Moura há pouco mais de um ano, precisamente a 4 de Julho de 2013, (evidentemente) com a enfática autorização da autora.
Na altura, e durante algumas semanas, o post esteve entre os mais lidos, tendo feito o seu caminho normal e, à medida que o tempo foi decorrendo, desaparecido completamente das listas diárias dos mais lidos.
Até há três dias: sábado passado (26/07/2014), não sei como nem porquê, o super-espião Jorge Silva Carvalho, ex-chefe das secretas, leu o post acima neste blogue e decidiu tweet(tá-lo). Desde então o número de visitas não cessa de crescer. Disparou em flecha!
Embora curioso sobre as motivações que terão levado a dita personagem a achar que um post com mais de um ano merecia a sua atenção e empenho pessoal na sua divulgação, não posso deixar de lhe agradecer a enorme visibilidade que, em poucos dias, este blogue adquiriu. 😀

Um doce a quem adivinhar porquê…

JS

Ver também o artigo “Se eu fosse o Salgado