Dedicado aos políticos que dirigem a Europa


Vamos continuar a fazer crescer a lista…

Todos os contributos serão apreciados!

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cabresto, caganeiroso, chibarrão

galego, gimbras ou gimbrinhas

jagunço, janota, jarreta, jerico, jardas, jacobino

matacão

pandulas, peideiro, pestilento, picolho, pila murcha

rafeiro, rei das alcagoitas

varrasco

zé côdeas

lista integral dos insultos pode ser consultada aqui

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Adenda: 701 insultos (Repórter Estrábico)


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Primavera, José de Almada Negreiros


Diz que é o dia da Poesia. Diz também que começou a Primavera. Porque a prosa também é, por vezes, poética, aqui fica um texto alusivo de ambas

PRIMAVERA

O sol vai esmolando os campos com bodos de oiro.

A pastorinha aquecida vai de corrida a mendigar a sombra do chorão corcunda, poeta romântico que tem paixão pla fonte.

Espreita os campos, e os campos despovoados dão-lhe licença para ficar nua. Que leves arrepios ao refrescar-se nas águas! Depois foi de vez, meteu-se no tanque e foi espojar-se na relva, a secar-se ao sol. Mas o vento, que vinha de lá das Azenhas-do-Mar, trazia pecados consigo. Sentiu desejos de dar um beijo no filho do Senhor Morgado. E lembrou-se logo do beijo da horta no dia da feira. Fechou os olhos a cegar-se do mau pensamento, mas foi lembrar-se do próprio Senhor Morgado à meia-noite ao entrar na adega. Abanou a fronte para Ihe fugir o pecado, mas foi dar consigo na sacristia a deixar o Senhor Prior a beijar-lhe a mão, e depois a testa… porque Deus é bom e perdoa tudo… e depois as faces e depois a boca e depois… fugiu… Não devia ter fugido… E agora o moleiro, lá no arraial, bailando com ela e sem querer, coitado, foi ter ao moinho ainda a bailar com ela. E lembra-se ainda — sentada na grande arca, e mãos alheias a desapertarem-Ihe as ligas e o corpete, enquanto ouve a história triste do moinho com cinquenta malfeitores… Quer lembrar-se mais, que seja pecado! quer mais recordações do moinho, mas não encontra mais.

Ah! e o boieiro quando, a guiar a junta, topou com ela e Ihe perguntou se vira por acaso uma borboleta branca, a voar a muito, uma borboleta muito bonita! Que não, que não tinha visto; mas o boieiro desconfiado foi procurando sempre, e até mesmo por debaixo dos vestidos.

Como desejava poder ir com todos!

Não sabe o que sente dentro de si que a importuna de bem-estar.

Teria a borboleta branca fugido para dentro dela?