Saída Irlandesa ou “Gambito de Chicago”


Isto anda tudo ligado

irlandesa

1. e4 e5

2. Cf3 Cc6

3. Cxe5 Cxe5

4. d4 …. é o plano (ver imagem)




Personagens e Intérpretes

Pretas
 Rei – Os Mercados
 Dama – Alemanha, D. Merkel
 Torre – Sistema Financeiro
 Bispo – FMI
 Cavalo – BCE
 Peões – Comissão Europeia
Brancas
 Rei – Democracia Estado de Direito
 Dama – Estado Social
 Torre – Valor e Direito do Trabalho
 Bispo – Classe Média
 Cavalo – F. Públicos e Reformados
 Peões – Desempregados

Os peões das Brancas ocupam o centro, mas o sacrifício de Cavalo por peão é um preço muito alto a pagar.

Esta Abertura é, por isso mesmo, considerada como “muito fraca” e jamais é usada em jogos de alto nível. Frequentemente referida como Gambito de Chicago, talvez por ter sido usada por Harold Meyer Phillips numa simultânea realizada em Chicago, em 1899, em que bateu Harry Nelson Pillsbury, considerado, à época, um dos jogadores mais fortes do mundo, não tem reunido, desde então, a preferência de muitos adeptos estando basicamente condenada ao oblívio.

Um conto apócrifo sobre o inventor anónimo desta abertura revela que este, no seu leito de morte, quando perguntado sobre qual a ideia subtil por trás da jogada, terá respondido: “Eu não vi que o peão do rei estava defendido”, tendo sido estas as suas últimas palavras.

Semelhante é o Gambito Halloween, 1.e4 e5 2.Cf3 Cc6 3.Nc3 Nf6 4.Nxe5! Também considerado duvidoso, embora mais sólido que a “saída irlandesa”, porque as Brancas podem ganhar tempo perseguindo os dois Cavalos Pretos enquanto ocupam o centro.

As referências cruzadas não deixam de ser curiosas: a escola de Chicago, de Friedman e seus discípulos, o pesadelo do Halloween, o facto de Gambito ser a designação do Xadrez para Sacrifício, etc. Um caso para reflectir com a semântica proposta em Personagens e Intérpretes.